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Companhias consideram rede social meio eficaz

Nos últimos anos, companhias de todo o mundo passaram a criar perfis nas redes sociais e a contratar agências de publicidade e de monitoramento para desenvolver relacionamento com consumidores e avaliar as relações dos clientes com suas marcas. No Brasil, informa a repórter Cibelle Bouças, do Valor Econômico, a maioria das empresas de grande porte considera que o uso das mídias sociais tem sido eficaz, como indica um estudo realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) com companhias de grande porte associadas à entidade.

De acordo com o estudo, 62% das empresas consideram o uso de espaços corporativos em redes sociais eficaz. Para 48,8% dessas empresas, o principal benefício obtido com as redes sociais é o aumento do conhecimento da companhia, de seus produtos ou serviços. Também para 48,8% das companhias, o uso das redes sociais contribui para criar uma percepção mais favorável da empresa.

Outro fator positivo indicado por 46,3% das empresas é uma melhor compreensão dos clientes em relação à companhia e aos seus produtos e serviços. Outro benefício citado por 34,1% das empresas é o desenvolvimento de atividades de marketing e comunicação direcionadas aos consumidores.

“As companhias têm feito cada vez menos uso de mídias tradicionais, como jornais, boletins e revistas, em detrimento de redes sociais”, afirmou Paulo Nassar, diretor presidente da Aberje. O executivo considerou, no entanto, que as companhias ainda aproveitam pouco o potencial das redes sociais. “A disseminação de informações nas redes sociais ainda está muito ligada à necessidade de resultados econômicos de curto prazo. Há poucas iniciativas de apresentar a cultura da empresa e fazer um monitoramento que tenha como meta descobrir oportunidades de mercado e possíveis fraquezas da companhia”, afirmou Nassar.

Em resumo, as empresas usam as redes sociais para fazer propaganda, e não para desenvolver relacionamento com consumidores e potenciais clientes.

Nassar considerou que uma das causas possíveis para o baixo aproveitamento das redes sociais como ferramenta de comunicação é a ausência de profissionais qualificados para esse trabalho. De acordo com a pesquisa, 29% das empresas de grande porte realizam programas de treinamento relacionados a mídias sociais para seus empregados. No caso das empresas que realizam treinamento, os principais temas abordados nos cursos são engajamento (85%), mensuração de resultados (69%) e operação básica dos canais (66%). Temas como monitoramento de demandas e identificação de tendências ficam em segundo plano.

 

Informação no Facebook impulsiona negócios no agro

Empresários do agro estão cada vez mais utilizando o Facebook para turbinar seus negócios. É o que mostra recente matéria do site da revista “Globo Rural”.

De acordo com a reportagem, escrita pela repórter Teresa Raquel Bastos, a rede social tem se mostrado uma ótima ferramenta gratuita de divulgação e vendas.

Patrick Hruby, diretor de negócios do Facebook na América Latina, diz na matéria que é tendência a inserção de negociações do agro na rede.

Confira aqui.

Comunicação do agro com o meio urbano não pode ser propaganda

A comunicação do agronegócio com o meio urbano tem que ser calcada em valores/princípios valorizados pela sociedade, numa abordagem de caráter ético. A opinião é do professor da ESPM, José Luiz Tejon, um dos maiores especialistas em marketing para o agronegócio do País.

“Comunicação do agro com o cidadão urbano não pode ser propaganda”, disse Tejon no seminário Global Agribusiness Forum (GAF), realizado nos dias 24 e 25 de março, em São Paulo (SP). “Quando o setor rural dialoga com as cidades ele precisa ser educativo-pedagógico.”

Segundo Tejon, há uma mudança [positiva] na percepção das cidades em relação ao agro. “O setor não é odiado pela população urbana, mas é ainda ausente da agenda das metrópoles.”
Na opinião do especialista, as classes C e D emergentes têm uma percepção mais vanguarda, mais realista acerca do agro, mas por outro lado são alvo fácil para serem usadas como massa de manobra por públicos antagonistas ao setor.

Também presente ao GAF, Rodrigo Mesquita, da família Mesquita do jornal “O Estado de S. Paulo” e um dos principais especialistas brasileiros em mídias sociais, assinalou que falta ao agro perder a timidez e ir a público – de maneira ordenada e sistemática – contar o orgulho de sua atividade. “Falta orquestração na comunicação do agro”, ressaltou Tejon.